Poupança

Refeições económicas e saudáveis: proteja a saúde e poupe dinheiro

Comida low cost e saudável
Written by Gisela Marques

A chegada súbita do Verão – e o fim desta primavera atípica – traz o assunto inevitável: dietas. Mas a dieta é muito mais do que querer ter agora cuidados forçados por causa da estação do biquíni. Dieta é a alimentação que seguimos todo o ano e que sabemos não ser fácil de agilizar no dia-a-dia. O pior inimigo do chef de cozinha que há em cada um de nós…é a tomada de consciência e as ideias. Ter ideias todos os dias cansa!

No entanto, é possível fazer uma alimentação mais económica e saudável – se seguir algumas regras consegue poupar bastante na factura do supermercado, da mercearia, do ambiente e…do médico.

Pode proteger a sua saúde, a da família, reduzir o desperdício alimentar – contribuindo para a sociedade e o ambiente – e ainda poupa bastante por ano para actividades essenciais e projectos pessoais.

Antes das regras básicas, propomos-lhe o seguinte exercício para 22 dias úteis para valores médios:

Pequeno- Almoço:

Fora: +/- 2,5€ Menu básico pastelaria x 22 dias – 55 euros
Casa: +/- 0,50€ ct. – torradas + peça de fruta + café/ leite/bebida vegetal – 11 euros

Almoço:

Fora: 7€ Menu médio restauração x 22 dias – 154 euros
Trabalho: entre 1,25 e 3,50€ (dependendo da escolha alimentar e de cozinhar em 
quantidade) Ex: frango estufado com courgette + arroz + água + peça de fruta) = +/- 55 
euros (fazer a conta a 2,5 €)

Faça as contas: 
Poupa: 44 + 99 = 143 mês
Em 11 meses (assumimos 1 mês de férias):

143 x 11= 1573 de poupança final

Era mesmo extraordinário poupar umas centenas de euros para as férias, para uma poupança, despesas essenciais com a família ou amortizar créditos, não era? Há muitos argumentos para optar pela pré-planificação de refeições e por trazer o almoço de casa:

  • Qualidade média-baixa: o menu de almoço, na maioria dos sítios, é comida sem grande refinamento que, ainda assim, lhe leva uma boa fatia do orçamento;
  • Não é saudável: na maioria das vezes desconhece os níveis de sal e gordura com que é confeccionada a comida. A  saúde vai ressentir-se por acumulação diária, mesmo que ao fim-de-semana siga as boas regras;
  • Qualidade paga-se: se quer comer algo mais especial terá de investir ainda mais, mesmo que seja ao almoço, perto do trabalho;
  • Três vezes é bom: como a vida não é perfeita e por vezes outras tarefas (e o cansaço!) não nos permitem cozinhar, pense que, se fizer isto em 3 ou 4 vezes por semana, já poupa bastante. Pense em almoçar fora uma vez na semana e escolha algo que lhe dê prazer de facto.

Como fazer:

Coma frutas e legumes da estação

Diga não às cerejas em Dezembro. Se optar pela fruta e legumes correspondentes à época do ano, protege a saúde e paga muito menos.

Não desperdice comida

Os conselhos de Filipa Vacondeus para aproveitar ‘os restinhos’ em programas de culinária durante décadas, continuam a valer. A carne assada que sobra de hoje, funciona para as almondegas de amanhã. As sobras de peixe, dão um belo pudim de peixe.

Abuse da congelação

O congelador é um grande aliado. Permite-lhe ter refeições prontas a consumir ou conservar alguns alimentos inteiros, pré-cozinhados ou não, para uma próxima refeição. Poupa tempo e dinheiro.

Faça um plano de refeições

Aproveite os alimentos que tem em casa e faça um plano. Parece aborrecido ou difícil, mas se fizer isto ao fim de semana, cozinhar e congelar, será mais fácil e mais barato gerir a semana. E ainda fica com tempo para si.

Vá ao supermercado com lista, sem fome e sem crianças

Os supermercados têm estratégias bem pensadas para o fazer percorrer longos corredores com produtos apetecíveis, novas marcas e cheiros agradáveis. Na verdade, não precisa da maioria deles – e o apelo ao consumo é difícil de resistir, até por lidar com impulsos inconscientes do consumidor. Se tiver fome, comprará seguramente mais. Pelo contrário, se levar uma lista não compra o que não precisa e poupa tempo (passamos horas semanalmente no supermercado!). Se puder deixar as crianças com alguém, melhor, porque elas são alvos ainda mais vulneráveis ao consumo e são muitas vezes o motor para que gaste mais.

Faça compras no supermercado online

Esta é uma das estratégias para poupar e evitar passar horas a espreitar produtos de que não precisa. Pode pedir a encomenda para casa ou para um ponto de venda – e mesmo que pague uma taxa, pode compensar. Encomendar detergentes, mercearias não perecíveis, produtos de higiene pessoal, por exemplo, para 2 ou 3 meses, poupa-lhe muita chatice. Assim, só vai ao supermercado comprar os frescos.

Esqueça refeições pré-congeladas e processadas

Este tipo de refeições são caras e normalmente estão associadas a maiores taxas de gordura, sal e produtos demasiado modificados que só vão prejudicar a saúde de todos. Opte por fazer os seus próprios congelados ao fim de semana. O mesmo com as saladas pré-lavadas.

Só algumas promoções lhe são úteis

Não se deixe fascinar por todo o tipo de promoções. Se comprar grande quantidade de um produto que depois deixa passar a validade, já está a perder. E há produtos que consome habitualmente e outros que não (nem deve!). Porque é que vai comprar o novo molho de mostrada e caramelo light, com sementes e sem glutén, onde vai gastar 4,5 euros? Não é bom para a saúde, não é carne, nem é peixe, e ninguém gosta!

7 dias, 7 receitas

Deixamos-lhe sete propostas para refeições saudáveis e económicas, para casa ou para o trabalho (as quantidades devem variar se faz para si, para a família ou se quer cozinhar em quantidade, congelando parte). Algumas receitas são relembradas por nós e outras inspiradas em receitas de sites e blogs que se dedicam a esta área. Inspire-se aqui para dar o pontapé de saída e ter ideias novas.

Frango com legumes

Conchas com cogumelos, espinafres e ovo escalfado

Esparguette de courgette com pesto de beterraba e queijo feta

Penne com camarão, bróculos e pimento

Salada fria de atum com feijão frade ou de grão com bacalhau

Bacalhau à Braz Alternativo

Pudim de Peixe e Coentros

 

Sobre o autor

Gisela Marques

Gisela Marques é formada em comunicação social. Trabalhou sobretudo na imprensa escrita na área cultural, tendo passado pelos universos da edição e do audiovisual. Faz crítica especializada para a imprensa e escreve na Carteira sobre temáticas diversas, da Cultura às Finanças Pessoais.

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