Lisboa por quase nada

Visite a Estufa Fria e fuja ao calor

Lisboa grátis
Written by Gisela Marques

Em dias de temperaturas tão altas, ficamos com a sensação de não estar bem em lado nenhum. Ainda para mais se temos de ficar na cidade (muitas vezes por opção, para fugir às filas para as praias onde se passam horas em transportes com altas temperaturas). E se tivermos crianças, ainda pior.

Uma boa forma de se distrair, conhecer coisas novas, refrescar-se e gastar pouco é fazer uma visita à Estufa Fria de Lisboa – lugar de onde garantimos que não vai querer sair.

Sabe a origem do termo “Fuchsia”, para designar um determinado tom de rosa? Vem de Leonhart Fuchs, médico e botânico, que no séc. XVI deu um enorme contributo para o conhecimento da botânica e se dedicou ao estudo das plantas medicinais da flora alemã.

Fique a par destas e de outras curiosidades numa visita simpática e descontraída, onde pode descobrir dezenas de novas árvores e plantas. É um dos mais importantes espaços verdes existentes na cidade, que funciona como um museu vivo, e proporciona ao visitante momentos bons por entre lagos, cascatas, regatos, esculturas e um acervo enorme de espécies de plantas diferentes oriundas de todo o mundo.

No local onde se encontra o complexo da Estufa Fria de Lisboa existia, na viragem do séc. XIX, uma pedreira de onde se extraía basalto. Devido à existência de uma nascente de água que comprometia a extracção da pedra, a pedreira foi encerrada.

Depois, em 1912, foi inaugurada uma zona de abrigo para plantas delicadas resultante da iniciativa de um jardineiro para albergar espécies vegetais oriundas do mundo inteiro, que iriam servir no plano de arborização da Avenida da Liberdade. A 1.ª Guerra Mundial atrasou este plano e as plantas foram criando raízes no pequeno local abrigado.

Em 1926, o arquitecto Raul Carapinha, tendo ali encontrado um agradável espaço verde, idealizou um projecto para o transformar numa estufa, que foi concluída em 1930 e inaugurada oficialmente três anos depois.

Nos anos 40, todo o Parque Eduardo VII sofreu alterações, adoptando a forma actual. Nessa altura, para além da remodelação da entrada, foram criados o lago fronteiro e uma enorme sala, por baixo da Alameda do Parque: a “Nave”, usada durante anos como teatro municipal, albergando a companhia do Teatro Popular de Lisboa, de Augusto Figueiredo.

Depois de 1974, foi desactivado o teatro, desaparecendo o palco, camarins e fosso de orquestra, e adaptou-se o espaço a um grande salão. Actualmente o espaço é concessionado a um privado e palco pontual de eventos culturais e lúdicos.

Em 1975, foram também abertas ao público a Estufa Quente e a Estufa Doce, ideias do Eng.º Pulido Garcia, destinadas à exposição permanente de plantas tropicais e equatoriais.

Esta visita não é totalmente grátis, mas quase. Aos domingos e feriados até às 14h, as entradas são livres. De resto, uma entrada de adulto custa 3,10 euros e todas as outras são abaixo. Estudantes e pensionistas pagam 1,55 euros. Grupos escolares com agendamento têm entrada gratuita, tal como portadores de deficiência ou detentores do Lisboa Card.

O horário de Verão é das 10h às 19h e o de Inverno, das 9h às 17h.

Sobre o autor

Gisela Marques

Gisela Marques é formada em comunicação social. Trabalhou sobretudo na imprensa escrita na área cultural, tendo passado pelos universos da edição e do audiovisual. Faz crítica especializada para a imprensa e escreve na Carteira sobre temáticas diversas, da Cultura às Finanças Pessoais.

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