Poupança

Passes: uma descida radical

Passes mais baratos
Written by Gisela Marques

Os passes de transporte público estão à beira de uma descida vertiginosa, anunciada para breve, a partir de uma ideia da câmara de Lisboa.

Em Setembro entraram já em vigor as novas reduções para estudantes, mas a proposta em estudo vai muito mais longe.

Na semana europeia da mobilidade lembramos esta ideia, na sequência do esforço para responder às alterações climáticas, na redução das emissões de CO2 e no afastamento – agora muito acentuado – da população activa para a periferia das cidades maiores, por via dos preços altos e da escassez de oferta de habitação no centro.

A juntar ao problema ambiental, a mudança pode contribuir para melhorar a competitividade da economia, ajudar à economia das famílias e à coesão social e melhorar o problema do congestionamento de trânsito.

Por resolver está a forma de financiamento da medida (uma hipótese é Estado + Autarquias) e a fiabilidade da rede propriamente dita (muito discutida entre os especialistas), mas, a efectivar-se, o incentivo ao uso do transporte público é real.

A profundidade da medida tem críticos, nomeadamente os que acham que o preço não é o principal entrave ao maior uso do transporte colectivo – e sim a eficácia das redes disponíveis. Outro argumento prende-se com o facto de haver a hipótese de serem os contribuintes de todo o país a pagar boa parte desta despesa, mais associada ao litoral e às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Os novos descontos para todos os estudantes

Para já, entrou em vigor em Setembro a medida que alarga os descontos a todos os estudantes, mesmo os de famílias que não têm dificuldades económicas. O passe mensal ‘4-18@escola.tp’ abrange todas as crianças a partir dos quatro anos até aos jovens com idade inferior ou igual a 18 anos, que não frequentem o ensino superior e que não se encontrem abrangidos pelo transporte escolar. Por outro lado, a lei estabelece que a partir do início do ano letivo 2018/2019, o desconto a atribuir será de 25% sobre o valor de tarifa inteira dos passes mensais em vigor, mantendo-se o desconto mais elevado para estudantes beneficiários de Ação Social Direta do Ensino Superior. O orçamento de Estado deste ano habilita também a aplicação do regime do passe ‘sub23@superior.tp’ (para estudantes do ensino superior, até 23 anos inclusive) aos serviços de transporte colectivo de passageiros autorizados ou concessionados pelos organismos da administração regional.

Uma enorme descida na calha

Fernando Medina, o autarca de Lisboa, avançou recentemente com a ideia de descida dos passes de transporte para toda a área Metropolitana de Lisboa – uma ideia que está a ser estudada pelo governo. Caso avance, será para ser aplicada em todo o país, garantiu João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente. Segundo o ministro, esta medida custaria ao Estado e às autarquias um montante máximo de 95 milhões de euros, ou seja, mais 30 milhões do que o valor inicialmente falado só para Lisboa.

Mudar o paradigma da mobilidade na capital e depois no país seria a ideia base e algo que, segundo o presidente da camara, será muito mais eficaz e economicamente mais racional do que a redução do imposto sobre combustíveis, já aprovado pelo parlamento.

Na proposta em causa, os passes para circular dentro do concelho de Lisboa, por exemplo, deveriam ter um tecto máximo de 30 euros, valor que subiria para os 40 euros na área metropolitana. Isto significa uma redução de dezenas de euros para alguns títulos de transporte, nomeadamente para os intermodais, a maioria acima dos 70 euros. Há passes combinados para zonas limítrofes da capital, como Palmela ou Sintra, que chegam aos 170 euros.

O ministro avançou apresentou o cálculo do custo: cerca de 100 milhões de euros (65 milhões para a área metropolitana de Lisboa, 15 a 20 para a do Porto e 5 a 10 para o resto do país).

A primeira fase da medida pode vir a ser implementada precisamente noutras cidades do país, que não Lisboa e Porto. Essas duas, poderão a ter os passes sociais pré-anunciados apenas no segundo semestre de 2019.

O modelo proposto

  • 30 euros – cidade
  • 40 euros – toda área metropolitana
  • Gratuito – até aos 12 anos
  • Famílias – 2x o preço do passe normal para todos os membros do agregado

Mais uma medida na capital

À parte disto, a edilidade alfacinha também tem planos que passam pela criação de pacotes de mobilidade, com os utentes a poderem integrar novas modalidades de transporte nos seus passes sociais, como táxi, uber, carsharing ou bikesharing. As novidades incluem também soluções de pós-pagamento nos serviços de transporte, tudo via telemóvel. A data ainda está por anunciar, mas foi apontada ainda para 2018.

Sobre o autor

Gisela Marques

Gisela Marques é formada em comunicação social. Trabalhou sobretudo na imprensa escrita na área cultural, tendo passado pelos universos da edição e do audiovisual. Faz crítica especializada para a imprensa e escreve na Carteira sobre temáticas diversas, da Cultura às Finanças Pessoais.

2 Cometários

  • Tudo isto é muito subjectivo, diria antes, pouco esclarecedor tornando-se até algo confuso. Para não me alongar muito pois muito haveria para dizer sobre o assunto apenas deixo aqui uma pergunta mais concretamente sobre a minha pessoa enquanto utente dos transportes públicos na cidade do Porto sendo residente em Rio Tinto no Concelho de Gondomar; “utilizo um passe tipo andante de três zonas, C1, C6 para andar dentro de uma parte da cidade apenas e porque resido fora da cidade uma zona denominada de C9, caricato e absurdo pois se quiser por exemplo passar de um C1 para um C2 são logo mais quase dez euros, repito absurdo e inadmissível, agora com as tais mudanças que se diz não deslumbro algo que vá resolver a questão porque fundamentalmente esta gente diz que faz mas não faz nada e acrescentaria não dá nada a ninguém. Não se iludam com promessas.

  • Governo podia pensar tambem em passes mais acessiveis na zona da ericeira sintra ou ericeira lisboa campo grande que e absurdo o passe custar 179.89 por mes deviam pensar nessas areas em vez so de ser lisboa pk existe muita gente que vai de mafra achada ericeira para lisboa so tem uma oocao de escolhas e ate os modulos de carregamento de 10euros foram tirados

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