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Seguro de saúde ou plano de saúde: como escolher?

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Written by Gisela Marques

Há uma sensação generalizada nos anos mais recentes que se multiplicam os seguros, planos e cartões de saúde como cogumelos, numa floresta em que o consumidor fica perdido e – pior – de que desconfia. É inquestionável que tudo o que mexe com saúde tem de ter um capital de confiança conquistado e garantido com o tempo.

Mas vamos a factos: plano…parece uma coisa menos consistente do que seguro de saúde. Mas tudo depende das suas prioridades, orçamento, tipo de agregado familiar, idade, urgência ou até do seu historial clínico. O segurado tem de ajustar, portanto, as necessidades de utilização ao tipo de produto que irá subscrever.

Qualquer um deles pode servir de complemento ao Sistema Nacional de Saúde que, tendo desvantagens como as filas de espera, tem vantagens inestimáveis (reconhecidas na Europa e no mundo) como o facto de ser tendencialmente gratuito e agregar profissionais saídos da melhor formação e com grande capital de experiência.

Não é, de facto, absurdo guiar-se pela origem das palavras. Podemos dizer que o seguro de saúde pode ter uma maior abrangência, embora possa não ser a sua melhor escolha no momento em que precisa dele. A DECO, Defesa do Consumidor, costuma dividir os consumidores nos que sabem que precisam/preveem gastar 200 ou mais euros ano. Neste caso, aconselham um seguro. Em caso de precisar de menos, analise a sua melhor escolha e peça aconselhamento.

Para pensar antes:

  • Quanto gasto regularmente em despesas de saúde?
  • Em que situações gasto dinheiro com saúde?
  • Sofro de alguma patologia complexa ou com riscos de agravamento?
  • Tenho filhos ou pretendo ter (e quero aceder ao privado)?
  • Quero acautelar situações de cirurgia?
  • Quero um serviço que cubra situações de emergência?
  • Qual o orçamento para adquirir um seguro/plano de saúde sem que o meu orçamento pessoal/familiar esteja em causa?

Atente nas vantagens e desvantagens de cada um:

Vantagens do seguro de saúde:

  • A escolha do médico e do hospital é feita por si (mesmo que seja uma instituição fora do protocolo com a seguradora, pode ser reembolsado mediante envio de factura);
  • Paga apenas uma pequena parte da despesa que fizer de cada vez que vai a uma consulta (franquia ou co-pagamento), uma vez que o remanescente lhe é devolvido ou pago directamente ao prestador do serviço;
  • Integra todos os serviços tradicionais e ainda assistência médica hospitalar e, dependendo do plano, próteses e partos;
  • Pode escolher pagar, em muitos dos casos, mensal, trimestral ou anualmente.

Desvantagens do seguro de saúde:

  • Tem período de carência, pelo que terá de esperar até cerca de 90 dias depois de fazer o seguro para ter as comparticipações do seguro de saúde;
  • Necessita de pré-autorização para realizar certos actos médicos (exames mais completos, etc.);
  • O valor que paga, aumenta em função da idade;
  • É preciso estar atento, pois há um limite de comparticipações para várias coberturas, ou seja, não pode ultrapassar um determinado valor definido para determinada especialidade (por exemplo, se tiver 250 euros para dentista, as comparticipações não podem passar este valor).

Vantagens do plano de saúde:

  • Não tem, na maioria das vezes, períodos de carência;
  • Pode subscrever em qualquer idade;
  • Regra geral não tem de preencher questionário clínico: se tiver doenças previamente diagnosticadas pode ficar limitado nas coberturas de um seguro tradicional;
  • Alguns planos têm a possibilidade de incluir mais do que uma pessoa no contrato (pode dar, por exemplo, para toda a família);
  • É bom para quem precise de um complemento de saúde dentária com tratamentos dispendiosos (como a colocação de aparelho).

Desvantagens do plano de saúde:

  • Pode ficar mais caro que um seguro de saúde e é menos abrangente;
  • Tem de ir especificamente às clínicas e prestadores da rede associada ao plano que escolher;
  • As redes médicas são muito limitadas fora dos grandes centros urbanos (pode ter dificuldade em encontrar, por exemplo, uma clínica que tenha protocolo com o plano que subscreveu);
  • Paga as despesas do seu próprio bolso, só depois é reembolsado.

A escolha de um seguro de saúde, como qualquer seguro, deverá envolver ponderação e análise dos prós e contras. Caso precise de aconselhamento personalizado pode aceder a aconselhamento em serviços, como o da Reorganiza, onde os consultores poderão apoiá-lo na sua decisão, sem quaisquer custos ou compromissos.

Sobre o autor

Gisela Marques

Gisela Marques é formada em comunicação social. Trabalhou sobretudo na imprensa escrita na área cultural, tendo passado pelos universos da edição e do audiovisual. Faz crítica especializada para a imprensa e escreve na Carteira sobre temáticas diversas, da Cultura às Finanças Pessoais.

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