Poupança

A importância da poupança

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Written by A Carteira

Quando falamos de Finanças Pessoais, muitos de nós tem em mente o desejo de conseguir reduzir os seus gastos com vista a poupar um pouco todos os meses. Mas como poupar se o nosso vencimento mal chega para pagar as despesas básicas e essenciais da nossa família?

Ao longo deste artigo, procuraremos sensibilizar o leitor para a importância da poupança, passando-lhe algumas luzes que o podem ajudar na hora de colocar algum dinheiro de lado. Verá que poupar não é assim tão difícil e que se poderá tornar um hábito tão simples e natural como pagar a renda.

A poupança deve ser a primeira despesa

Nas nossas formações, muitos são os portugueses que dizem não conseguir poupar, precisamente por que o seu vencimento mal chega ao fim do mês. Como muitos dizem, “sobra mês no final do ordenado”, facto que não permite colocar algum dinheiro de lado.

A este respeito, desafiamos o leitor a encarar a Poupança como uma despesa tão importante como pagar a água, a luz ou a renda. Vamos mais longe… defendemos que a Poupança deve ser a nossa primeira despesa do mês, porque quando deixamos esta rúbrica para último lugar, o mais certo é nunca conseguirmos poupar.

É justo pagarmos primeiro a nós próprios

A maioria dos portugueses são trabalhadores. Acordamos cedo todas as manhãs, levamos os nossos filhos à escola e passamos grande parte do nosso tempo no trabalho, no árduo esforço de garantir às nossas famílias uma vida mais cómoda e feliz. Somos empenhados e cordiais com os nossos clientes, muitas vezes quando temos uma vida complicada. Somos leais aos nossos colegas, mesmo quando a nossa cabeça está nos problemas que deixámos em casa…

Por tudo isto, quando chega o final do mês, não será justo pagarmo-nos primeiro a nós próprios? Não será merecido colocar algum dinheiro de lado, como recompensa pelo mês “tramado” que tivemos? Desafiamos, por isso, o leitor a encarar a poupança como um pagamento a si próprio.

Por outro lado, a Poupança permite-nos fazer face a imprevistos, facilita o equilíbrio do nosso orçamento familiar e contribui para o bem-estar emocional da nossa família…

Gaste menos do que ganha

Quando planeamos o nosso mês, muitos de nós temos a tendência de enumerar todas as despesas que vamos ter, esquecendo-nos da componente mais importante do Orçamento Familiar: as Receitas

Desafiamos o leitor a planear o seu mês, com base nas Receitas. Olhe primeiro para o dinheiro que ganhou, para depois planear o destino que dará a esse dinheiro! A este respeito, defendemos que devemos ser nós a controlar o nosso dinheiro e não o inverso.

Para não cairmos em situações de sobre-endividamento, as nossas despesas têm que estar alinhadas com as nossas receitas. Por outras palavras, devemos ser senhores do nosso dinheiro, esforçando-nos sempre por gastar menos do que ganhamos.

Temos consciência que este é um desafio complicado e que, tantas e tantas vezes, o mês é composto por imprevistos que deitam por terra todos os nossos objectivos de poupança. É precisamente nos meses em que até ganhámos algum dinheiro extra, que parece existir uma “mão invisível” que nos leva essa possibilidade de poupança.

Mesmo assim, se queremos caminhar no sentido da nossa independência financeira, temos que ser exigentes connosco próprios, facto que nos obriga a procurar gastar menos do que aquilo que ganhamos. Assim, desafiamos o leitor a identificar aquelas despesas que, na sua vida concreta, não estão alinhadas com o seu vencimento e que, por isso, o fazem gastar mais do que ganha. Seja exigente consigo e, se necessário, reajuste o seu estilo e padrões de vida.

Cada pessoa tem um valor único em si

Desde muito novos, somos emersos num mundo materialista, onde parece que aquilo que Somos se define por aquilo que Temos. Vivemos uma profunda crise de valores, que se caracteriza pela apologia do “ter” e que nos dificulta qualquer desejo ou objectivo de Poupança.

A este respeito, defendemos que o verdadeiro valor está naquilo que “somos” e não no que “temos”. Já pensou que somos “seres-humanos” e não “teres-humanos”? tendo esta ideia em mente, não tenha vergonha de poupar e que dizer que não na hora de fazer uma despesa que não seja fundamental para a sua felicidade!

Construa e siga o seu orçamento familiar

Se queremos iniciar o nosso caminho de poupança, o primeiro passo é o de construir o nosso Orçamento Familiar, pois só com esta ferramenta é que conseguimos diagnosticar a nossa saúde financeira. De facto, e quando estamos fisicamente doentes vamos ao médico para saber o que temos (e sermos curados), porque haveria de ser diferente com a nossa saúde financeira?

Assim, desafiamos o leitor a construir o seu orçamento, identificando todas as suas receitas e despesas, deixando sempre um espaço confortável para poupar. O seu orçamento deve ser realista, atingível e exigente… não sendo obcecado pelo dinheiro, não deixe de ser ambicioso quando definir as suas despesas e os seus objectivos de poupança, pois só assim conseguirá resultados visíveis e sustentados no tempo.

Em resumo

Ao longo deste artigo, procurámos sensibilizar o leitor para a importância de encarar a poupança como um “pagamento a si próprio” e de ganhar o controlo da sua vida financeira. Esperamos ter conseguido incentivá-lo a poupar – no início de cada mês – e a ser o leitor a ditar o destino que dá ao seu dinheiro. Para que tal seja possível, deve começar por construir um Orçamento Mensal que, não deixando de ser muito exigente, o leve a identificar todas as despesas que se possam assumir como desnecessárias e passíveis de redução.

Sobre o autor

A Carteira

A Carteira é constituída por uma equipa de profissionais com muita experiência no setor financeiro. A nossa missão é ajudar as famílias a ter uma melhor relação com o dinheiro. Acreditamos que é possível poupar dinheiro, investir tempo e dinheiro na melhoria das nossas condições de vida. E estamos cá para ajudar com os conteúdos para que possa tomar as melhores decisões financeiras.

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