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Websummit, Startup, Fintech…. Será este o Futuro de Portugal?

Written by Martim Oliveira

Não sou um especialista na área, não percebo muito deste mundo das novas tecnologias e sou por norma uma pessoa desconfiada. Sou um jovem empreendedor que se lançou no mundo dos negócios depois de uma passagem pela L’Oréal e sendo atualmente sócio de 5 empresas, uma agência de Marketing Digital (Boost Your Digital), uma consultora de Marketing Performance (Convert), uma empresa de intermediação de Crédito e Mediação de Seguros (Reorganiza), uma produtora de Vídeo (Emotion Film Production) e uma empresa de Formação (Learn to Grow). Ou seja, todas elas são 100% orientadas para o Digital e prestadoras de serviços.

No outro dia questionei-me: sou sócio de um grupo de empresas em grande crescimento, com ótimos resultados, uma equipa brilhante e uma cultura organizacional como há pouco neste país… mas cheguei a uma triste conclusão, nós trabalhamos muito, faturamos alguma coisa, mas não produzimos rigorosamente nada! Serviços, tecnologia, digital, serviços e mais serviços…

Como estou nesta área e as coisas têm corrido relativamente bem, tenho falado com inúmeros pessoas que estão a lançar os seus negócios, a criar novas aplicações, a lançar fintechs, a criar softwares, a fazer pitchs e a entrar em rondas de investimento para levantar dinheiro… mas depois meto-me a analisar os número e reparo que temos empresas a levantar dezenas de milhões de euros de financiamento / investimento mas a faturar pouco e com resultados muito negativos, algumas que nem modelos de negócio têm ainda definidos. Não sou um perito na área financeira, nem pretendo ser, mas faz-me muita confusão empresas conseguirem financiar-se, angariar investidores, mas sempre com base em potencial. Um Potencial lento, que por vezes não se confirma e outras é substituído por um gigante (Facebook, Google, Amazon, Alibaba…) que criou uma área de negócio semelhante.

Por outro lado, falo com outras pessoas que têm outros negócios, por exemplo empresas de construção e me referem que não conseguem entregar as obras a tempo porque o carpinteiro não tem capacidade de resposta ou as janelas demoram 4 meses a chegar…

Agora que estamos na altura do Websummit gostava que me ajudassem a responder a estas questões. Será que é este mundo das Startups Tecnológicas, das Apps, Fintechs, etc, que vai levar este país para a frente? Será que não temos empresas de serviços a mais (contra mim falo…) e produzimos de menos? Será que não faltam Carpintarias, Serralharias, padarias, sapatarias… neste país?

Honestamente, eu acho que faltam. E pretendo mesmo fazer a minha parte, tendo como grande objetivo de vida ter um negócio de produto. Sei que não vai ser para já, que não posso parar a meio aquilo que comecei há 9 anos atrás, mas esse é o meu grande objetivo! Chamem-me antiquado, limitado, pouco ambicioso, pequenino… daqui a uns anos serei um rei dos frangos, tapetes, ou outra coisa qualquer, mas palpável!

Sobre o autor

Martim Oliveira

Sócio fundador de 4 empresas, Learn to Grow, Boost Your Digital, Convert e 3T Estoril. Trabalhou na L’Oréal como responsável pelas Marcas de Haircare (Fructis e Ultra Suave) e pela implementação do website da Garnier. Estudou Gestão de Empresas na Universidade Nova de Lisboa, E-Business na London School of Economics, Formador certificado em DISC e em Marketing Digital pela Online Marketing Professional Certification.

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