O dinheiro não cai das árvores. As caixas multibanco não oferecem dinheiro. Os pais têm de trabalhar para ganhar dinheiro e os miúdos têm de perceber que a vida custa a ganhar. Certo? É certo na teoria mas alguma coisa tem de justificar a praga dos gadgets e consolas que assolam os bolsos e as casas portuguesas.
É normal querermos dar aos nossos filhos o que não tivemos na nossa infância. É natural justificar a cedência à pressão social e às estratégias de marketing agressivo com argumentos qual o mal? Ou também defendendo que o dinheiro é para gastar. Com isto criamos miúdos mimados que não sabem o que custa a vida e alheamo-nos da nossa tarefa de educadores. Talvez fosse útil mudar o critério de decisão para qual é o bem? Qual o bem que este consumo irresponsável faz aos nossos filhos? Qual o bem de lhes darmos o telemóvel topo de gama e entretê-los às refeições com tablets para não chatearem?
Ser Pai significa dizer que não. Educar não é fácil e é uma tarefa ingrata no curto prazo porque é natureza humana escolher o caminho mais fácil e a falta de tempo (ou a crise de prioridades que vivemos) é desculpa para muita coisa. Educar é uma tarefa dura mas é linda. É tão bom vermos os nossos filhos a crescer e a tornarem-se melhores pessoas. Mas para isso temos de assumir as rédeas da educação em casa. É urgente colocarmos os nossos filhos em primeiro lugar porque quem ama quer o melhor para o seu filho. E o melhor não é certamente o telemóvel que o alheia e que contribui para a desunião familiar. Não concordamos?
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