Emprego

8 regras de ouro para trabalhar em casa

trabalhar em casa
Written by A Carteira

Em tempo de pandemia mundial e isolamento social obrigatório, boa parte dos trabalhadores está obrigado ao teletrabalho. No entanto, poucos sabem como geri-lo bem. Conheça algumas regras fundamentais para ter bons resultados, mesmo a trabalhar em casa, mantendo a sua saúde e a da sua família.

Crie o seu espaço: tenha um espaço próprio em casa ou até dentro do quarto, se tiver de ser, que trate com todo o cuidado. O ideal é ter mesmo o espaço separado, organizado – ou com a sua própria organização…desde que seja útil/fácil para si. Se não está sozinho em casa habitue-se a fazer respeitar o seu espaço e a que não estejam sempre a interrompê-lo. Tente criar um cantinho só seu, mantê-lo limpo e ‘arrumado’ ao seu estilo, e associar-lhe coisas de que goste, seja uma fotografia, uma vela ou uma planta. Em casa, as tentações vão do frigorífico às tarefas domésticas, passando pela Tv, animais de estimação ou crianças, para quem as tem. Mesmo que não tenha vocação/simpatia pelo teletrabalho, nesta fase de pandemia, arranje uma disciplina férrea para si próprio, desde o início. É mesmo a única maneira ser minimamente produtivo. É fundamental não confundir a sua vida pessoal com a profissional, o que pode trazer problemas desnecessários à sua vida particular e relações com os outros.

Controle os horários: é uma das coisas que mais falha a quem está em teletrabalho ou é freelancer. Se não tem de cumprir horários mais ou menos fixos, saiba qual é o horário em que é mais produtivo, uma vez que até a ciência nos diz que cada um produz melhor a determinadas horas, e adote-o – mas de uma forma quase radical. Saiba que vai haver mil e uma distrações, interrupções e tentações. A sua família, a sua série preferida, o chat ou telefonema de amigos (aqueles que agora têm mais tempo para falar!), o cão, o sono, as crianças ou as compras essenciais de farmácia e supermercado. Cabe-lhe a si resistir: ninguém o ajudará a impor limites. Tente ganhar logo de início o hábito de ter uma agenda online ou de papel onde registe o horário que realmente fez. Nos primeiros dias é imprescindível – e não é para ficar paralisado na culpa e nas falhas, mas para analisar e melhorar. Depois de ganhar o ritmo certo, tudo será mais fácil. Mas não deve ‘relaxar’ nunca. Continue a apoiar a empresa/instituição/clientes para quem trabalha, para que a economia não quebre. Mas tente arranjar um equilíbrio, e não trabalhe em excesso. Respeite a sua saúde e a qualidade do trabalho que consegue, de facto, entregar no prazo. Habitue-se a trabalhar por empreitada, a desligar-se das redes sociais e e-mails por algumas horas (arranje um hábito de se ligar em 3 períodos específicos ao longo do dia) e a ter apenas um contacto móvel ativo para não perder contactos urgentes de trabalho ou família.

Mantenha a organização: Tenha agendas virtuais e em papel, alertas ativados, os trabalhos que faz guardados e arquivados, a contabilidade pessoal e a fiscalidade em ordem, etc. Não deixe a sua vida entrar em caos mais do que um curto espaço de tempo em que esteja dedicado a um trabalho em exclusivo. A confusão acumula-se e depois é fácil poder começar a falhar com outros e consigo próprio.

Atente na legalidade e contas: Verifique todas as obrigações que tem com as Finanças, Segurança Social, Bancos e entidades oficiais, uma vez que agora só as pode contactar à distância. Se tem dúvidas, ligue para as linhas de apoio e para os endereços eletrónicos oficiais para pedir esclarecimento: sim, seja ‘chato’, porque as instituições têm a obrigação de o esclarecer. As multas por incumprimento são muito pesadas e facilmente sentirá que tudo o que ganha vai para as pagar.

Atualize os contactos: a comunicação agora faz-se sobretudo online e não sabemos durante quanto tempo. Pense em manter todos os seus contactos, endereços de e-mail, comunicação por vídeo e redes profissionais atualizadas.

Faça formação: se o seu tipo de atividade lhe dá um pouco mais de tempo, se não pode trabalhar ou está a dar assistência à família (sem teletrabalho), aproveite para estar atento à sua área profissional. Siga as associações do sector e veja as novas tendências. Pode aproveitar para fazer formação, dado que se prevê a multiplicação das hipóteses de aprendizagem online, sobretudo se o período de isolamento for muito prolongado.

Aposte na sua vida pessoal: como a vida não é só trabalho, quem está em isolamento tem de se preocupar ainda mais com isso. O fenómeno é semelhante ao dos freelancers, para quem é perigoso perderem a ligação social inerente a ver muitas pessoas, diariamente, num local de trabalho, entre outros círculos sociais. Em termos pessoais, terá de reinventar e manter as rotinas sociais com família, amigos e conhecidos. Esta é provavelmente a grande regra de ouro para o equilíbrio pessoal – até porque nesta fase reina grande apreensão entre toda a população, um receio natural, dadas as circunstâncias da pandemia e do estado de emergência.

Ganhe novos hábitos: é muito fácil a pessoa desorganizar-se, falhar prazos exigentes de trabalho, perder muitas horas a dar assistência à família, ter pouca atividade física e perder o controlo. Entra, assim, num ciclo vicioso de frustração, que pode prejudicar a sua saúde psicológica. Obrigue-se, portanto, a contribuir para a calma e esperança entre o seu núcleo mais próximo e a ter algum tempo para si, porque só assim ajuda todos. Combine cafés e almoços virtuais com amigos e família porque aproveita para comunicar numa pausa que é para todos; faça grupos de conversa nas aplicações ou redes sociais; planeie um clube do livro ou cineclube virtual, em que se encontram online para trocar impressões sobre um mesmo livro ou filme; faça ‘festas’ e brindes virtuais para assinalar datas especiais; aprenda coisas novas em tutoriais na internet; reorganize a sua casa ou junte-se a novos grupos nas redes sociais que partilham áreas do seu interesse. A socialização faz parte da vida, e tem de continuar a ser feita, só que nesta fase não é nada intuitiva. Vai ter de se esforçar mesmo para encontrar novos passatempos e escapes, de forma a manter a sua saúde física e psíquica e poder continuar a apoiar todos os que o rodeiam. Se puder, e enquanto puder, vá ao parque fazer algum exercício físico (embora sozinho). Se não, adira ao exercício que está espalhado por toda a internet e faça em casa. Fuja do sedentarismo, um perigo particular nestas circunstâncias.

Sobre o autor

A Carteira

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