Foi recentemente divulgada uma notícia notável sobre o futuro das nossas casas: o laboratório da Universidade de Berkley, na Califórnia, criou um painel de vidro fotovoltaico, capaz de absorver a luz solar, transformando-a em energia elétrica, que poderá substituir os tradicionais painéis solares. Esta tecnologia inovadora pode ser usada em prédios e até mesmo em carros, que serão capazes de gerar sua própria eletricidade.
Comece por conhecer o programa Casa Eficiente 2020
Também em Portugal o governo lançou já em Abril o programa Casa Eficiente 2020, que conta com 200 milhões de euros de incentivo para empréstimos para obras num imóvel (em qualquer ponto do território nacional) com vista à melhoria do desempenho ambiental dos edifícios de habitação particular. Pode concorrer qualquer pessoa singular ou colectiva que seja proprietária de prédio ou fração autónoma destinado a habitação. Ainda não são conhecidas as taxas de juro a aplicar, mas para Junho está prometida a informação em falta.
Temos um problema de isolamento das habitações
Num inquérito levado a cabo pela Quercus no final do ano passado, quase três quartos dos portugueses dizem ter frio dentro de casa. Dos cerca de mil inquiridos, 74% consideram as suas casas frias no Inverno, 25% dizem que são quentes no Verão e apenas 1% afirma que a sua casa é bem climatizada.
Casas e edifícios públicos têm a fatia de leão das emissões de CO2
Apesar de por cá sermos considerados um bom exemplo na aposta em energias renováveis – recebemos recentemente um elogio de Bernie Sanders, deputado norte-americano e ex-candidato à presidência dos EUA, que nos referiu como exemplo para o seu país – esquecemo-nos que as casas e os edifícios públicos gastam mais que a indústria e os transportes e são, por isso, responsáveis pela maioria das emissões de CO2 e gases com efeitos de estufa (os edifícios consomem 70% da electricidade e 30% do gás natural), ajudando a manter a dependência dos combustíveis fósseis.
À escala macroeconómica, se todos contribuirmos com acções concretas, para além de edifícios mais confortáveis e saudáveis, restará mais energia para a indústria e futura rede eléctrica de transportes. Reduzir a fatura da energia é tão essencial para o seu bolso e orçamento familiar, quanto para o planeta e exemplo que quer passar às novas gerações.
Se mudar alguns comportamentos conseguirá poupar muito dinheiro
Entretanto, na sua rota de poupança, comece por mudar alguns comportamentos em casa, lembrando-se que uma caminhada de mil passos começa com o primeiro. O que importa é informar-se e dar sempre mais uma passada, na medida da sua capacidade financeira. Por pequena que seja, pode sempre fazer melhores escolhas!
O que deve fazer depende muito da sua situação actual, agregado familiar e até algum investimento extra que possa fazer (para depois obter bons retornos, claro está!). Se estiver à procura de nova casa para arrendar, comprar (já agora, veja aqui soluções de crédito habitação) ou até construir, deve pesquisar pormenorizadamente para escolher materiais / isolamentos / janelas / portas / electrodomésticos mais eficientes. Em todos os casos veja bem as dimensões da sua casa e faça as contas para o seu caso específico, uma vez que, por exemplo, é muito diferente uma solução de aquecimento para um espaço de 50, 150 ou 300 m2.
Entre muitas possíveis, deixamos-lhe algumas dicas de poupança nesta matéria, prometendo voltar sempre ao assunto.

