Crédito

Porque deve saber quanto paga de juros todos os meses?

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Written by A Carteira

Quem tem uma dívida tem de controlar o seu valor. Tem de controlar também o que paga todos os meses e todos os custos associados. Neste artigo vamos falar um pouco sobre o pagamento das prestações de crédito e de como podemos ter um maior controlo psicológico sobre o nosso endividamento, bem como os seus juros associados.

Conhecendo os nossos ativos e passivos

Antes de começar é importante definir algumas variáveis que serão usadas de seguida. Utilizando o exemplo da compra de uma habitação com recurso ao crédito, temos dois lados de uma mesma equação:

  • Ativo – Vamos pedir dinheiro emprestado para comprar uma casa. O valor de mercado da casa é o valor do ativo que dispomos. As famílias devem procurar acumular ativos, especialmente os ativos geradores de rendimentos.
  • Passivo – O valor da dívida ou o valor do crédito habitação. O passivo pode ser visto como algo que nos retira dinheiro do bolso. Neste caso, teremos de suportar não só uma prestação mas também uma bateria de custos e comissões mensais (como a ridícula comissão de pagamento da prestação que a generalidade dos bancos insiste em cobrar).

O nível de riqueza de uma família é medido pela diferença entre o valor dos seus ativos e o valor dos seus passivos. Sim, temos de retirar o valor dos passivos. Não o fazer é cometer o mesmo erro que temos vindo a cometer nos últimos anos que é considerar que o que é bom é comprar carros topo de gama mesmo que depois fiquemos 10 anos a pagá-los.

Como é composta a prestação mensal do crédito habitação em causa?

Assumindo o exemplo de um crédito habitação com um spread de 1.2% (se quiser baixar o seu spread basta preencher o formulário de crédito habitação) para um empréstimo de €100.000 a 30 anos, o valor da sua prestação será de €317:

  • Capital amortizado – €242
  • Juros suportados – €75

Para sermos mais rigorosos, ao valor da prestação deveremos acrescer ainda a comissão de pagamento da prestação, o valor do seguro de vida (que conseguimos cortar para metade) e o valor do seguro multirriscos.

O importante aqui a reter é que o custo que temos não são os €317, apesar de ser esse o dinheiro que nos sai da conta todos os meses. O custo que suportamos é de apenas €75 (mas os custos todos que já referimos anteriormente). Os restantes €242 representam a redução do nosso passivo. Pela lógica acima referida, ao estarmos a reduzir o valor do nosso passivo estamos a aumentar o valor da nossa riqueza.

De notar ainda que o peso dos juros suportados irá cair à medida que nos vamos aproximando do final do contrato, não só porque o capital em dívida é menor mas também porque assim está definida a fórmula de cálculo. O mesmo não podemos dizer do valor do seguro de vida que nas companhias tradicionais pode ser mesmo maior do que o valor da prestação paga (daí que recomendemos sempre que se transfira o seguro de vida para uma outra companhia).

Como é composta a prestação mensal de um crédito pessoal?

Se para o caso do crédito habitação as conclusões são simples, já para o caso do crédito pessoal não gostaremos tanto delas. Na prática, se fizermos um crédito pessoal de €15.000 com uma taxa de 12% e o prazo de 10 anos, iremos suportar uma prestação de €215 mas em que:

  • Capital amortizado – €65
  • Juros suportados – €150

Percebemos claramente a importância de compreender o que significa a taxa de juro e a distinção entre o capital amortizado e o custo suportado. Na prática, quando maior for a taxa de juro maior será o custo do dinheiro. Mais caro será o pagamento de um determinado bem ou serviço. Pelo que teremos de ser bastante mais rigorosos e procurar eliminar rapidamente as dívidas com as taxas de juro mais elevadas. Aliás, poderemos pensar na redução do endividamento como um dos melhores investimentos que podemos fazer pois é algo isento de risco, isento de impostos e com uma elevada taxa de retorno.

Sobre o autor

A Carteira

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